“A lógica que rege o discurso académico é linear, hierárquica, separável, carceral. À semelhança do pensamento de Platão, que era comandado pela hierarquia do logos e pelo temor dos transvio ou do derrame. “Os formadores e os construtores não querem uma comunidade humana em simbiose com o sexo da paisagem. Excluem a voz do vagabundo. Desprezam os poetas”, escreve Maria Gabriela Llansol (…)” (Mourão, J. A.; 2003:24).
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2 comentários:
que explosão, meu caro amigo...
"cabe-me a mim, agora, enquanto tenho um corpo de viva, encontrar caminho para o drama-poesia
volto
o texto para ela que, a meu lado, e de saias arregaçadas, se expõe ao mar
quero que ele se comova com a liberdade que nos inspira
aquele corpo de beleza
e se interrogue sobre a fatal inviabilidade da sua soberania
que olhe os rapazes que, sobre as rochas, parecem estar apenas a espiar o horizonte
torturados pelo avivar de uma chama que, até então, parecia inexistir nos seus sentidos
que a todos ressuscita um monstro de graça e de tristeza
quero que, na noite que se avizinha, ele a olhe
sem fé, sem mito e sem mente
e veja o que estou a ver, com a sua mão na minha ________
um cubo exposto de cristal,
o cristal que, desde sempre, o sexo da paisagem nos oferece,
e nós quebramos"
Maria Gabriela Llansol
há alturas, e ainda não acabou...
"o tambor de clorofila
deu-me a réplica:
tarde de cinza brilhante em que me entregaste, por escrito, na pele que tenho em meu poder, meu poder de memória:
Amiga,
nenhuma palavra é poética. Nenhuma. (Nem o verbo ser.)
Tudo é hermético pelos que vieram antes de nós.
Amiga,
queres vir abrir comigo algumas palavras (só as que forem suficientes para continuarmos juntos...)
Não gostam de ser utilizadas...
e sem elas morremos sós."
(da mesma, 2005:28)
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